segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sobre o Futuro e Obama





Para quem não vive fora de órbita, é sabido que as próximas eleições presidenciais dos EUA acontecerão em 4 de novembro deste ano. Em meio aos vários acontecimentos que levarão à Casa Branca o próximo grande líder mundial viu-se muita fofoca e frisson que tumultuaram a campanha dos dois representantes mais relevantes. Recentemente, o candidato Barack Obama ensaiou um breve interlúdio na terra do Tio Sam para arrancar multidões de suas casas na Europa e Iraque, e praticamente o que registramos foi a revelação de um messias controlado, um "agitador" da ordem vigente, um sinal esperançoso da distopia dos nossos tempos. Na Coluna da Vitória, inflamou milhares de alemães (reminiscências de Win Wenders); no Iraque, promessa da retirada imediata das tropas. É um pássaro? É um avião?


Se Obama é o mais novo Super-Homem moldado pela mídia, sua figura pública pode ser também sua criptonita. Digo isso porque o candidato John Mccain e sua conhecida falta de personalidade, em suas desesperadas maledicências, não parecem surtir efeito negativo sobre a popularidade de rock-star (sim, ele também foi capa da Rolling Stone) de seu rival. A verdade é que o que mais compromete Obama nessas eleições é a insegurança pública em torno de sua figura mítica; sua índole permanece uma incógnita e seu passado, obscuro para a maioria dos desconfiados eleitores que compõem a classe média branca americana. Pressupõe-se que esta seja a principal razão pela qual o sr. Obama não tenha arrancado boa parte dos corações ianques: seu matiz desconhecido parece ser o negro ou o mesclado, parcial e que prioriza os mais necessitados.


E no que concerne à pátria canarinha? O que será de interesse nosso nessa disputa acirrada? Ao considerar as mais recentes opiniões sobre o investimento na nossa tecnologia de biodiesel, vemos uma dissertação reacionária e protecionista americana, que prefere investir ainda seus derradeiros esforços no insuficiente álcool de milho de lá. Ou seja: desculpem-me "friendos", mas a política externa continua na mesma.









Frase da Semana: Millôr Fernandes



" Todo presidente americano em final de mandato, como Bush, já sem poder, é chamado de Pato Manco (Lame Duck). No Brasil, Lula, no seu segundo mandato, já de olho no terceiro, é um pavão que não se manca.".


A seguir, um vídeo sobre o mais recente discurso de Mccain, que compara Obama à Paris Hilton e Britney Spears. (Babai).


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