segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sobre Crimes e Punição














































Ontem assisti no Telecine Cult a um dos clássicos do Woody Allen, o arrebatador "Crimes e Pecados". Desde muito já estava procurando essa película, mas não a encontrava em locadora alguma.









Enfim, nada mais justo do que estreiar nosso blog falando da obra-prima desse gênio do cinema. Sou demasiadamente parcial ao falar de Woody Allen. Particulamente o considerado um diretor perfeito (é verdade que tem seus altos e baixos), mas certamente esse baixinho "quatrolho" enxerga muito mais longe do que a maioria enfadonha dos diretores/roteiristas de Hollywood. Na estória, Cliff (Woody Allen) é um cineasta idealista que recebe a oferta de um trabalho lucrativo filmando o perfil de um pomposo produtor de TV (Alan Alda). Judah Rosenthal (Martin Landau, genial) é um sucedido oftalmologista que descobre que sua amante (Anjelica Huston) planeja revelar a todos suas artimanhas financeiras e extraconjugais. Daí pra frente só assistindo mesmo.









Woody Allen é um niilista por natureza. Neste filme ( cujo título faz referência à obra de Dostoiévski "Crime e Castigo"), um pouco autobiográfico, ele tenta se desapegar de suas tradições judaicas, que parecem não responder da forma "adequada" à percepção do mundo nonsense que o cerca. Com mais algumas sacadas geniais que só esse diretor sabe executar, o filme se mostra uma tragicomédia sobre o absurdo de nossas vidas, ao mostrar a ausência de um "plano divino" que permita com que a justiça seja feita. Também torna-se necessário comentar, como algo sutil, porém não menos relevante, a metáfora que Woody Allen faz ao mostrar o filme baseado em "questões visuais": Judah é oftalmologista, Cliff é um diretor documentarista; culminando no irônico final do "feliz" rabino que se torna cego (uma crítica das mais mordazes à religião).

























Enfim, não vou perder mais tempo filosofando, principalmente no meu primeiro post. Assistam. Vale muito a pena. (Babai)

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